| Cultura
A religião está em todas os aspectos da vida na Índia. Apesar de ser uma
democracia secular, é um dos poucos países no planeta nos quais as
estruturas sociais e religiosas que definem a identidade social estão
intactas, e continuaram assim por pelo menos 4.000 anos apesar das
invasões, perseguições, do colonialismo europeu e dos motins políticos.
Há mudanças trazidas pelas inovações tecnológicas, mas a Índia rural
permanece a mesma há milhares de anos. Suas instituições sociais e
religiosas são tão resistentes que nunca sucumbiram às tentativas de
destruí-las ou mudá-las.
A arte hindu é basicamente religiosa em temas e desenvolvimento
e sua apreciação exige o conhecimento básico das crenças do país. Entre os destaques
estão a dança clássica indiana, a arquitetura de templos e a escultura (difícil é
definir onde começa uma e outra), a arquitetura militar e urbana dos mughals, a pintura
de miniaturas e a música mesmérica. Esta última é difícil de ser apreciada por não
haver harmonia para o senso ocidental.
Indianos amam o cinema e a indústria do cinema, que fica em
Bombaim, é uma das maiores e mais glamourosas do mundo. A maior parte dos filmes são
espalhafatosos melodramas jogando com romance, violência e música. Você poderá ter uma
idéia ao ver os enormes cartazes espalhados pelas ruas. Imagine Rambo crontacenando com a
Noviça Rebelde e um épico bíblico de Cecil B. De Mille e terá uma idéia. É de um
escapismo fácil, grandioso e barulhento.
Laços Familiares
A Sociedade Indiana é geralmente patriarcal.
É geralmente o homem quem exerce nas relações formais da família. O pai, mais do que a
mãe, tem o controle sobre os filhos. Em algumas ocasiões ele faz importantes decisões
familiares que terá influência sobre toda família durante todo o período que ele
viver, mesmo após seus filhos terem-se tornado adultos.
Tratando -se de filhos, os garotos são preferidos, e dentro os
muitos fatores, os rituais hindus requerem que os filhos homens cumpram as obrigações de
seus ancestrais. Outro fator, é o Dowry (dote) que tem de ser pago pelo pai da noiva à
família do noivo por ocasião do casamento. Alguns pais hindus quando nasce uma filha
eles já terão que juntar dinheiro para que a sua filha possa se casar um dia.
Gestos e expressões
A tradição oral da
Índia tem muitos gestos,
expressões e provérbios. Saudações em amigos invariavelmente invoca o nome de deus ou
deuses. Uma dessas expressões: Jai Ramji ki, significa "Possa lord Rama ser
vitorioso e proteger nos" e é comum nas áreas rurais no norte da
Índia, enquanto
vanakkam swami, significa "eu me encurvo diante de você, divino" é comum no
Sul.
É considerado sinal de respeito tocar os pés de pessoas mais
idosas ou prostrar-se diante delas. A expressão quando se está saindo deve ser "eu
irei e voltarei" ou "eu voltarei" nunca simplesmente "eu estou
indo". Em qualquer dialeto indiano, a última sugestão significa partir desta vida.
Existe uma admirável uniformidade na tradição oral. Alguns provérbios indianos são
usados em todos os dialetos.
O Inglês tem tido uma grande influência na linguagem e
literatura nos últimos 200 anos. É comum na Índia pensar em inglês e falar na sua
língua mãe ou vice-versa.
Comida
Ao contrário do que se acredita, nem
todos os indianos são oficialmente vegetarianos. O vegetarianismo radical acontece no sul
(que não é influenciado pelos comedores de carne aryans e muçulmanos) e na comunidade
gujarati. Há variações regionais consideráveis do norte ao sul, parte pelas
condições climáticas e parte pelas influências históricas. No norte, há muito mais
carne e a cozinha é quase sempre de estilo mughal, que tem uma relação próxima com a
comida do Oriente Médio e Ásia Central. A ênfase é mais em temperos que molhos;
cereais e pães são mais populares que arroz. No sul é comido mais arroz, há mais
comida vegetariana e os curries tendem a ser mais quentes. Outra característica da comida
vegetariana do sul é que não se usa talheres, somente as mãos - mas nunca use a mão
esquerda.
Geralmente , indianos lavam suas mãos, pernas e rostos antes de
uma refeição, se assentarão no chão e comerão a comida com os dedos da mão direita.
Entre os hindus, comida é a primeiro oferecida para os deuses e então servida para a
família pela mulher (dona) da casa, que só come quando todos já tem terminado, embora
possa haver exceções.
Indianos geralmente usam aço inoxidável ou vasos de latão
(cobre) e pratos. Os ricos usam pratos de prata; em locais mais pobres a comida é servida
em pedaços retangulares de folha de bananeira. Em centros urbanos geralmente as pessoas
sentam-se a mesa e usam os talheres do estilo ocidental (garfo, faca, colher).
A tradicional comida bengali leva horas para ser preparada e é
consumida de maneira bem devagar e prazerosa. Cada pessoa senta-se num pequeno pedaço de
carpete no chão. Um grande prato de aço inoxidável ou um pedaço retangular de uma
folha de bananeira recém cortada é colocado no carpete bem ao centro, com arroz arroz
quente, com pedaços de limão, pimentas verdes inteiras e um pouco de
picles, (todos
separados). Pequenos pratos ao redor deste grande terão
porções de dhal (parecido com lentilhas), vegetais, peixe, carne geralmente de frango e
iogurte (qualhada).
Desperdiçar comida é considerado pecado entre os indianos. Para as
crianças é dito que a comida desperdiçada vai para o rio Ganges chorar. Nas vilas as
sobras de comida são dadas para animais, nas cidades, para os serviçais e
mendigos na
rua.
As horas de refeições geralmente variam de região para
região. Os indianos no sul, costumam não ter café da manhã, mas tem o almoço mais
cedo. Os bengalis costumam ter a janta muito tarde da noite.
Casamentos arranjados
Muitos dos casamentos de
famílias
hindus são arranjados entre as famílias dos noivos para proteger os laços familiares,
os quais são muito importantes para as pessoas da Índia. Os pais procuram por
apropriados parceiros para seus filhos de famílias da mesma religião ou casta. Os jovens
indianos raras vezes casam-se fora de sua própria religião ou casta, mas podem ocorrer
exceções. Através de um casamento arranjado, duas famílias entram em uma mutual
relação. Quando problemas surgem no casamento, ambas as famílias tentam trabalhar juntas
para ajudar o casal a resolver o problema.
Alguns hindus acreditam que uma pessoa solteira não tem
status
social. Um casamento hindu é considerado uma perpétua aliança, um sagrado e
inalterável união. Raramente, um casamento tradicional hindu é confiado aos caprichos
de um jovem e uma jovem. Os pais arranjam a aliança depois de consultar os mais velhos ou
anciãos da família e os astrólogos indianos, comparando primeiro,
horóscopos, castas,
e contexto familiar e social. A cerimônia de um casamento hindu é cheia de simbolismos,
e preparativos geralmente começam semanas antes do evento. O ritual praticado pode variar
em detalhes de região para região, mas o ritual védico tem permanecido inalterado por
mais de 2000 anos.
Construindo um altar para o deus Agni (divindade
védica do fogo),
o sacerdote hindu diz assim agir como Brahma, o criador. A noiva e o noivo são também
comparados à deuses e deusas hindus: Shiva e Shakti ou Vishnu e Lakshmi. O casamento é
completo quando o noivo prende um fio sagrado (cheio de flores), chamado mangala sutra, ao
redor do pescoço da noiva, o casal caminha ao redor do fogo e recita os versos de
casamento do Rig Vega, e "bençãos" são conferidas à eles pelos anciãos
presentes.
Segundo eles, a união é desta forma santificada, fazendo o
divórcio uma coisa impensável na tradição indiana. Não existe palavra equivalente
para a palavra divórcio no dicionário de qualquer língua indiana. Talaq, significa
divórcio, é usada livremente em Hindi, mas este é um termo arábico importado pelos
muçulmanos, para os quais o divórcio é permitido, embora fortemente desencorajado. |
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