| Especial Choque Cultural
Todos nós experimentamos o choque cultural quando entramos em
outra cultura. A intensidade do choque dependerá da diferença entre a cultura hóspede e
a nossa própria cultura. Dependerá também de outros fatores, como por exemplo: a
personalidade e o preparo do missionário. Tratando-se especialmente de missionários
transculturais e de suas famílias, que sabem que viverão e trabalharão por tempo
considerável nessa nova cultura, é grande a probabilidade de esse choque cultural ser
ainda maior.
Agora apresentaremos alguns sintomas do choque cultural:
1. Sensação de desorientação. Especialmente se ainda não conhece a
língua local.
2. Desejo de estar só. Sente a vontade de estar se relacionando apenas com
pessoas de sua cultura.
3. Comparação das culturas. Isto é muito comum a qualquer missionário no
início do seu trabalho, mas proceder desta forma com freqüência leva o povo do lugar a
pensar que ele está ofendendo seu modo de viver.
4. Menosprezo pelas normas culturais. Talvez mostre menosprezo pelas formas de
conduta locais e até desafogue sua frustração com ira ou faça pouco caso delas. Começa
a desprezar muito do que se refere à cultura local.
5. Sensação de estar preso. O principiante pode começar a sentir-se tão
fracassado que já não queira tentar. Sente-se aprisionado. Com
freqüência sente desejo
de freqüência sente desejos de fugir, mas não pode.
6. Sentimentos de hostilidade. Experimenta-se uma amargura secreta ou declarada
para com os responsáveis pela situação do principiante. Pode ser contra os que o
colocaram nessa situação ou contra o trabalho que está realizando. Pode ser que jogue a
culpa no povo do lugar ou em determinados líderes de sua própria cultura - e até mesmo
em Deus.
7. Perda da visão espiritual. O principiante perde de vista os propósitos
originais que tinha para ir à cultura hospede. Sua fé diminui muito. Em sua situação
presente não consegue ver nada que lhe dê esperanças.
8. Sensação de fracasso e autodesprezo. Com freqüência sobrevém uma
sensação de que o progresso no aprendizado da língua ou no ministério caiu a quase
zero. A essa altura, é comum ele sentir desalento e intensa frustração. Sua auto-estima
cai consideravelmente. Sente-se tentado a abandonar o campo transcultural e até o
próprio ministério.
A lista de sintomas não é necessariamente progressiva. Pode se
experimentar um desses sintomas ou todos eles em qualquer seqüência e em vários graus.
Mas o missionário transcultural principiante há de experimentar pelo menos algum deles,
embora as vezes não na intensidade apresentada acima. Este é um conjunto de reações
normais que ocorrem quando a pessoa entra numa nova cultura. Quanto mais o missionário
compreender a cultura em questão e a tarefa que tem pela frente, menor será o efeito que
o choque cultural terá sobre ele e sua família.
Para minimizar o choque cultural o missionário transcultural
precisa se aculturar a cultura do povo a que está trabalhando.
(Extraído do Livro Missiologia - A Missão Transcultural da Igreja,
Larry D. Pate, Editora Vida) |
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