Paixão pelas almas
Nenhum assunto tem sido tão falado ultimamente como Missões.
Mas mesmo sendo tão falado é tão pouco compreendido e vivido.
Há aqueles que se colocam contra pensando se tratar de alguma
inovação. Existem também aqueles que fazem um turismo "missionário", porque
acham que este assunto está na moda e dá status a sua denominação. Mas existe ainda um
terceiro grupo, e graças à Deus porque ele existe, que se preocupa verdadeiramente com
Missões, não pensando em missões só como moda ou para ganhar status, mas com um
profundo e verdadeiro amor pelas almas perdidas.
Se fala tanto em missões, mas existem tão pouco amor pelos
perdidos, se consagra tantos missionários, mas cada vez é menor o número de
trabalhadores que vão lá fora onde os pecadores estão. Nossos púlpitos estão cheios
de obreiros enquanto nos campos e valados deste mundo milhões morrem sem ao menos ouvir
uma vez do amor de Deus. De que maneira estamos fazendo missões? Onde estão os
trabalhadores da última hora? Dentro das igrejas? Muitas igrejas estão cheias de
missionários, mas será que igreja é lugar de missionário???
As vezes fico impressionado com a dureza de nossos corações.
Já tive o privilegio de falar de Missões em vários lugares e o que tenho visto me
entristece. Me entristece ao ver a frieza com que tratamos o destino eterno das almas,
como somos capazes de nos preocupar com o nosso ego, e pouco nos importar com milhões de
almas que estão perdidas e se perderão para sempre. Se partirem hoje morrerão sem Deus,
nem paz, nem salvação, isso sem falar de milhões de hindus, budistas e muçulmanos que
nunca ouviram sequer falar de Jesus uma vez. E nem ao saber de tudo isso ficamos comovidos
em nossos corações a cumprirmos o Ide de Jesus. Há outros que ao ouvir sobre missões
choram, se emocionam, fazem propósitos, e não há nada de errado nisso. O problema e que
no outro dia não sobrou mais nada, aquele sentimento se passou, ficou apenas para o
passado, não gerou nenhuma atitude, nenhuma ação, era apenas emocionalismo. Só que
missões é paixão pelas almas perdidas, é a chama do Espírito Santo que arde em nossos
corações; mais do que um privilégio (1 Pe1:12), é também uma obrigação (1 Co 9:16)
de cada crente em Jesus. As emoções tendem a passar, a serem esquecidas, mas a paixão
pelas almas é permanente, ela arde em nossos corações, e leva-nos a tomar uma atitude
séria diante de missões, leva-nos a sacrificar em favor das almas perdidas. Muitos
movimentos se levantaram e hoje já não mais existem, pois era apenas emocionalismo e
emoções passam. Portanto é necessário algo mais forte, algo que nos faça prosseguir
com determinação, abnegação e coragem. É necessário sentir como o apóstolo Paulo -
dores de parto. Sim, sentir dores de parto até que geremos filhos espirituais, e isso
significa ter paixão pelas almas.
P.H.
Veja, o que declararam alguns servos de
Deus apaixonados pelas almas perdidas:
John Knox, assim rogava a Deus: "Dá-me a Escócia ou eu
morro!".
Whitefield, implorava: "Se
não queres dar-me almas, retira a minha!".
John Bunyan, disse: "Na
pregação não podia contentar-me sem ver o fruto do meu trabalho".
Assim dizia Matheus Henry:
"Sinto o maior gozo em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de
ouro e de prata, para mim mesmo".
D. L. Moody: "Usa-me, então
meu Salvador, para qualquer alvo em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre
coração, uma vasilha vazia, enche-a com tua graça".
Henrique Martyn, ajoelhado na praia
da Índia, onde fora como missionária, dizia: "Aqui quero ser inteiramente gasto por
Deus".
John Mckenzie, ajoelhado a beira do
Lossie, clamava: "Ó Senhor, manda-me para o lugar mais escuro da terra!".
Prayine Hyde, missionário na
Índia, suplicava: " Ó Deus, dá-me almas ou eu morrerei!".
Quanto aqueles que assistiam a
morte de Davi Stoner, pensavam que seu espírito já tivesse se retirado, ele se levantou
na cama, e clamou: "Ó Senhor, salva os pecadores! Salva-os as centenas e salva-os
aos milhares", e findou sua obra na terra. O desejo ardente da sua vida, dominava-o
até a morte.
David Brainerd falava:
"Eís-me aqui, Senhor. Envia-me a mim! Envia-me até os confins da terra: Envia-me
aos selvagens habitantes das selvas; envia-me para longe de todo conforto terrestre;
envia-me mesmo para morte, se for no teu serviço e para progresso do Teu reino". Ele
mesmo escreveu: "Lutei pela colheita de almas, multidões de pobres almas. Lutei para
ganhar cada uma, e isto em muitos lugares. Sentia tanta agonia, desde o nascente do sol
até o anoitecer, que ficava molhado de suor por todo o corpo. Mas, ó meu querido Senhor
soou sangue pelas pobres almas. Com grande ânsia eu desejava ter mais compaixão".
João Welsh, encontrava-se nas
noites mais frias prostrado no chão, chorando e lutando com o Senhor, por seu povo. Quando
sua esposa implorava que explicasse a razão da sua ânsia, respondia: "Tenho que dar
conta de três mil almas e não sei como estão".