| Hinduísmo
O hinduísmo tem sua origem
remontada ao ano de 1500 a . C., a religião hinduísta foi estabelecida pelos invasores
arianos da Índia. Os textos védicos antigos descreviam um universo cercado de água. No
período dos arianos, ou árias (homens), a explicação de suas divisões sociais era
encontrada nos Vedas. O mundo, conforme a concepção desta época, foi formado a partir
da organização, por força divina, de um caos preexistente.
No sistema religioso hinduísta atual há uma série de
ramificações, que geraram crenças e práticas diversas, assim como há muitos deuses e
muitas seitas de diversas características.
Algumas das crenças
hinduístas:
Os quatro estágios da vida. A popular crença hindu
conserva um ideal de vida, que segundo eles, tem quatro estágios: estudar (estudante);
cuidar da família; morar na floresta e a tornar-se um errante dependente ou pedinte
(sannyasi - pedinte asceta, estágio final no ideal da vida de um homem). Estes estágios
representam fases através dos quais um individuo aprende as metas da vida e os meios de
realizá-las.
Um das mais tristes visões hoje é do saddu buscando presentes
em forma de comida e dinheiro para se manter no estágio final de sua vida. Pode ter
existido saddhus mesmo antes da chegada dos Arianos. Hoje, muitos deles tem desistido de
suas possessões materiais, carregando apenas uma tira de pano, um cajado (danda), uma
muleta para suportar o queixo durante sua meditação (achal), contas de oração, um
leque para evitar os mal espíritos, um pote de água, um vaso para beber água, o qual
pode ser um crânio humano, e servirá para pedir dinheiro. Você pode ver também alguns
saddhus, quase nus, cobertos apenas com cinzas, nas ruas de algumas cidades.
As quatros metas humanas. Muitos hindus aceitam que existem quatro maiores metas
humanas: prosperidade material (artha), satisfação dos desejos (Kama) e realizar as
funções impostas para sua posição na vida (dharma). Além destes está a meta de
alcançar a libertação do ciclo de sucessivas reencarnações, o qual segundo, eles
estão presos (moksha). É para a busca da libertação do ciclo de sucessivas
reencarnações que as maiores escolas indianas de filosofia tem devotado maior atenção.
Junto com "dharma" é o pensamento básico hindu.
Dharma (dever moral e religioso). The Mahabharata (escrito épico em
sânscrito, a
respeito da batalha entre os pandavas e kauravas) lista 10 personificações de
"dharma": bom nome, verdade, auto controle, limpeza de mente e corpo,
simplicidade, resistência, caráter decidido, dando e partilhando, austeridade e
continência. Em "dharmic" estes são inseparáveis dos cinco padrões de
comportamento: não violência, atitude de igualdade, paz e tranqüilidade, evitar a
agressão e crueldade, ausência de inveja. "Dharma"é uma concepção
essencialmente secular, e representa a ordem de entrada na vida humana.
Karma. A idéia do "karma" - "o efeito de formar ações" é a
coisa principal para alcançar a libertação do ciclo de sucessivas reencarnações ou
como eles chamam "renascimentos". Segundo eles crêem, todos os atos tem um
efeito marcado, se o ato é através de palavra ou ação, e que terá influência sobre a
próxima reencarnação.
Samsara. A crença na transmigração de almas (samsara) num ciclo infindável de
renascimentos ou reencarnações é uma das mais importantes crenças hindus, e que tem
influenciado profundamente e negativamente a Índia. A primeira referência a esta crença
foi encontrada em um dos Upanishads (antigo texto filosófico escrito em
sânscrito, parte
dos Vedas), por volta do século VII a.C., no mesmo tempo em que a crença do
"karma" fez sua primeira aparência.
Ahimsa (não fazer o mal, não violência). Tal crença para alguns é tão importante
quanto o "samsara" e deve, ou pelo menos deveria ser seguido por todos
hinduístas, mas a realidade é bem outra. A crença no renascimento quer dizer que todas
as coisas viventes e criaturas ou espíritos - pessoas, demônios, deuses, animais e até
vermes - possuem a mesma essencial alma. Uma inscrição hindu ameaça que qualquer um que
interfere com os direitos dos Brâmanes (Brahmins) para a terra dada para eles pelo rei
"sofrerá o renascimento por 80 mil anos como um verme de esterco". A crença no
ciclo de renascimentos (ou reencarnação) era essencial para dar tal ameaça!
Yoga. Yoga, segundo o hinduísmo, é uma escola de filosofia concentrando nas
diferentes disciplinas mentais e físicas ("yogi" significa
"praticante"). Segundo o ensino hindu, a "yoga" pode levar o
praticante a aperceber-se do ciclo de renascimentos. Grande parte dos ensinos sobre o
"yoga" vem do "Vedanta".
Vedanta (um dos mais antigos textos religiosos hindus conhecidos). Existem muitas
interpretações destes textos básicos. Três maiores escolas de vedanta são
particularmente importantes:
1. Advaita Vedanta ensina que não há divisão entre a força cósmica ou
principio, "Brahman", e o ser individual, "atman"(o qual é algumas
vezes referido como alma). Eles dizem, que: "O fato de que parece que vemos
diferentes e separadas criaturas individuais é simplesmente resultado da
ignorância". Isto é chamado de "maya", algumas vezes traduzido por
ilusão, mas a filosofia vedanta não sugere que o mundo em que vivemos é uma ilusão.
Shankaracharya, nascido na moderna Kerala no século VII d.C. é
o mais conhecido filosofo hindu advaitin. Ele argumentou que não havia ser individual ou
alma separada da força cósmica criadora do universo ou "Brahma" e que era
impossível realizar a liberação ou "moksha"(realizar a salvação - do ciclo
de reencarnações) através de qualquer tipo de ação, incluindo meditação ou
adoração devocional, o qual ele viu como sinais remanescentes do mais baixo nível e do
ser não preparado para a "verdadeira" liberação ou libertação.
2. Vishishtadvaita. No século XII o filósofo, Ramanuja, repudiou tais idéias.
Ele transformou a idéia de deus de uma força impessoal para um deus pessoal e considerou
ambos, o ser individual e o mundo como reais, mas apenas como uma parte do todo. Em
contraste com a visão de Shankaracharya, Ramanuja viu a devoção como algo importante
para alcançar a liberação (ou libertação) e servir o "senhor" com o mais
alto principio de vida.
3. Dvaita Vedanta. No século XIV o filósofo Madhva cria que "Brahman",
o ser individual (ou alma) e o mundo como sendo completamente distintos. A adoração a
deus é uma chave ou meio para alcançar a liberação, dizia ele.
Adoração
O sagrado na natureza. Alguns hindus crêem em um todo poderoso
deus que criou todos os deuses menores e o universo. Incluindo muitos dos quais
originam-se
das divindades védicas dos primeiros arianos. Estes eram freqüentemente associados com as
forças da natureza, e hindus tem venerado (adorado) muitos objetos naturais. Topos de
montanhas, árvores, rochas e tudo acima dos rios, são considerados lugares de especial
significado religioso.
Os deuses do moderno panteão tem sido constantemente mudados.
Rudra, o "grande" deus védico da destruição, tornou-se Siva, um dos dois
deuses mais adorados no hinduísmo. Outros deuses védicos desapareceram. Todo tempo os
hindus estão criando novos deuses para serem adorados, porque segundo um mestre hindu,
"o universo para o simples hindu apesar de sua vastidão, não é frio e impessoal, e
embora ele seja submetido a rígida leis, estas leis acham espaço para a alma do homem. A
palavra é a expressão da divindade suprema; é eternamente informada por deus que pode
ser encontrado face a face em todas as coisas".
Puja. Para a grande maioria dos hindus a adoração ou puja é uma parte integral de
sua fé. A maioria das casas dos hindus será um santuário para um ou mais deuses do
panteão hinduísta. Indivíduos ou famílias visitam freqüentemente santuários ou
templos, e em ocasiões especiais viajam longas distancias para lugares que consideram
"santos", tais como Benaras ou Puri. Tais lugares podem ter templos dedicados as
"maiores divindades", mas sempre terá outros numerosos santuários dedicados em
homenagem a outros favoritos deuses.
Atos de devoção são sempre apontados para obter os
"favores" e encontrar ajuda para as necessidades desta vida - boa saúde,
nascimento de um filho, prosperidade e riqueza.
Realizar o "puja" envolve fazer uma oferta para deus, e
"darshana" - a visão de uma deidade. A adoração hindu e geralmente - embora
não é sempre - um ato realizado individualmente. Templos hindus podem, ser menores que
um santuário, estar no meio da rua, ter um sacerdote e ser visitado em ocasiões
especiais quando uma "darshana" da residência de deus pode ser obtida.
Imagens. A imagem de um deus pode estar em uma das muitas formas.Templos podem ser
dedicados a Vishnu ou Siva, por exemplo, ou para uma de suas representações. Segundo
eles crêem, os sacerdotes podem acordam as divindades do sono, banhá-las, vestir-lhes e
alimentá-las. Adoradores serão convidados para participar deste processo, trazendo
oferendas de roupas e comida. Doações de dinheiro usualmente serão feitos, e em alguns
templos há a cobrança de uma taxa para pegar um local em frente do deus e poder obter a
"darshan" no tempo apropriado.
Deuses hindus
Tríade hinduísta. Três deuses são vistos pelos hindus como
"todos poderosos", formando uma tríade hinduísta: Brahma, Vishnu e Siva. Suas
funções e caracteres não são facilmente separados. Enquanto Brahma e considerado como
a suprema fonte da criação, Siva também tem um papel criativo atracado à sua função
como destruidor. Vishnu em contraste é visto como o preservador e protetor do universo.
Existem poucas imagens e esculturas de Brahma, mas Vishnu e Siva
são os mais largamente representados, sendo considerados os mais poderosos e importantes.
Seus seguidores são referidos como Vaishnavite e Shaivites respectivamente, e formam dois
dos maiores ramos do hinduísmo.
Brahma. Popularmente Brahma é interpretado como o criador em uma tríade ao lado de
Vishnu como preservador e Siva como destruidor. No senso literal o nome Brahma é
masculino e personaliza para os hindus a forma neutra da palavra "Brahman".
Nos antigos escritos védicos "Brahman" representava o
principio universal e impessoal que governa o universo. Gradualmente, a
filosofia
védica mudou-se em direção a uma interpretação monoteísta do universo e das origens,
este poder impessoal era cada vez mais personalizado. No Upanishads (antigo texto
filosófico sânscrito, parte dos Vedas) "Brahman" era visto como um universal e
elementar espírito criativo. Brahma, descrito nos antigos mitos como sido nascido de um
ovo de ouro e então para criar a terra, assume a identidade de uma das mais antigas
deidades védicas Prajapati, sendo identificado então como o criador.
Alguns dos antigos mitos de Brahma foram mais tarde associados a
Vishnu. Por exemplo, em uma história cria-se que Brahma tinha salvado a terra de uma
inundação tomando a forma de um peixe ou tartaruga, e em outra ele tornou-se um javali
levantando a terra acima das águas da inundação em sua presa. Todas essas imagens foram
mais tardes associadas com Vishnu.
Por volta dos séculos IV e V d.C., o auge do período clássico
do hinduísmo, Brahma era visto como um dos deuses da tríade - "trimurti" - o
qual Vishnu, Siva e Brahma representavam três formas de um ser supremo não manifestado.
É de Brahma que a cosmologia hindu toma forma. O ciclo básico através pelo qual todo o
cosmo passa é descrito como um dia na vida de Brahma - o "kalpa".
Por volta do século VI d.C. a adoração a Brahma efetivamente
cessou - antes do grande período da construção dos templos, pode-se observar isto pelo
fato de existirem poucos templos dedicados a Brahma - o mais famoso templo de Brahma está
em Pushkar no Rajastão. Contudo, imagens de Brahama são encontradas e muitos templos.
Caracteristicamente, ele é mostrado como quatro faces (ou cabeças), a quinta tendo sido
destruída pelo fogo do terceiro olho de Siva. Em seus quatro braços ele segura uma
variedade de objetos, usualmente incluindo uma cópia dos vedas, um jarro de água ou
arco. Ele é acompanhado pelo ganso, simbolizando conhecimento.
Sarasvati. Visto por alguns hindus como o "ativo poder" de Brahma,
popularmente é vista como esposa de Brahma, Sarasvati tem sobrevivido dentro do moderno
mundo Hindu como mais importante figura do que o próprio Brahma. Na adoração popular
Sarasvati representa a deusa da educação e aprendizado, adorada em escolas e colégios
com presentes de frutas, flores e incenso. Segundo os hindus, ela representa "a
palavra", o qual começou ser unificado como parte da escrita dos Vedas, o qual
atribuí poderes mágicos as palavras. O desenvolvimento de sua identidade representou o
renascimento do conceito de uma deusa mãe, o qual tinha sido muito forte na Civilização
do Vale Indus a mais de 1000 anos atrás e o qual pode ter sido continuado em idéias
populares de adoração de espíritos ou deusas feminino.
Em adição ao seu papel de esposa de Brahma, Sarasvati é
também vista várias vezes como esposa de Vishnu e Manu ou como a filha de Daksha, entre
outras interpretações. Geralmente é apresentada de cor branca, montada em um cisne e
carregando um livro, ela é freqüentemente mostrada tocado uma vina (instrumento
semelhante a uma sitar). Ela pode ser apresentada tendo muitos braços e cabeças,
representando seu papel como patrona de todas as ciências e artes.
Como foram formadas as cinco cabeças de Brahma. Masson-Oursel reconta um mito que
explica como Brahma veio a ter cinco cabeças. "Brahma primeiro formou a mulher de
sua própria imaculada substância e ela foi conhecida como Sarasvati, Savitri, Gayatri ou
Brahmani. Quando ele viu esta encantadora jovem surgir de seu próprio corpo, Brahma caiu
de amor por ela. Sarasvati moveu-se para sua direita para evitar o olhar de Brahma, mas
uma cabeça imediatamente surgir de Brahma. E quando Sarasvati virou-se para a esquerda e
então para trás dele, duas novas cabeças apareceram. Ela lançou-se em direção ao
céu e uma quinta cabeça foi formada. Brahma então disse para sua "filha"
(aqui Sarasvati), 'vamos formar todas as coisas viventes, homens, Suras e Asuras'. Ouvindo
estas palavras Sarasvati retornou para terra, Brahma casou-se com ela e eles retiraram-se
para um lugar secreto onde permaneceram juntos por cem anos."
Vishnu. Vishnu é visto como o deus com face
humana. A partir do II século d.C. desenvolve-se no sul do país uma nova e fervorosa
adoração, ao que segundo eles dizem foi uma encarnação de Vishnu - Krishna. Muitos
hindus crêem que Vishnu encarnou-se em 10 diferentes formas (animal e humana) para salvar
o mundo do desastre.
As dez encarnações de Vishnu são:
1) Matsya - tomando a forma de peixe
2) Kurma - tomando a forma de tartaruga
3) Varaha - tomando a forma de javali
4) Narasimha - tomando a forma de metade homem e metade leão
5) Vamana - tomando a forma de um anão
6) Parasurama - tomando a forma de "Rama" com um machado
7) Rama - o príncipe de "Ayodhya" em forma humana
8) Krishna - uma das mais reverenciadas encarnações de Vishnu em forma humana.
9) Buddha (ou Buda) - incorporado ao panteão hindu provavelmente para desacreditar o
budismo, dominante em algumas partes da Índia até o VI século d.C..
10) Kalki - montando um cavalo, em forma humana.
Rama e Krishna.
As
mais influentes encarnações de Vishnu são aquelas nas quais ele é criado ter tomado a
forma humana, especialmente como Rama (duas vezes) e Krishna. Como príncipe de Ayodhya,
história e mito misturam-se, Rama segundo alguns pensam, pode ter sido um chefe que viveu
no oitavo ou sétimo século a.C.
Embora Rama é visto como uma encarnação de Vishnu antes de
Krishna, ele veio a ser considerado como divindade mais tarde, provavelmente depois da
invasão muçulmana do século XII d.C. A história tem se tornado parte da
"Cultura" do Sudoeste da Ásia.
Rama ou Ram é vista como uma poderosa figura na
Índia contemporânea. Seu suposto lugar de nascimento em Ayodhya tornou-se foco de feroz disputa
entre hindus e muçulmanos a partir de 1990 o qual continua até hoje.
Krishna é largamente adorado como talvez, o mais humano dos
deuses. Seus conselhos na suposta batalha de Mahabharata é uma das maiores fontes de
orientação para as regras do viver diário para muitos hindus hoje.
Siva ou Shiva. Siva é sem dúvidas o mais
adorado deus hindu. Para os hindus, Siva é ao mesmo tempo o grande ascético como também
a erótica força do universo. É interpretada como criador e destruidor, a força na qual
universo está envolvido. Segundo eles, Siva mora no monte Kailasa com sua esposa "Parvati" (também conhecida como Uma, Sati,
Kali e Durga) e dois filhos, Ganesh(com cabeça
de elefante) e Karttikeya (com 6 cabeças) - deus da guerra, conhecido no sul da Índia
como Subrahmanya. Em algumas esculturas representativas Siva e normalmente acompanhada de
seu veículo, o touro (nandi ou nandin).
Siva é representada em muitos templos na Índia pelo
"linga" (Siva como fálico emblema, parecido com o órgão reprodutor do homem)
literalmente significando "sinal" ou "marca". Numa das mãos um sinal
de energia, fertilidade e potência, representando como símbolo de Siva, o poder da
abstinência sexual e penitência. O "linga" tem se tornado o mais importante
símbolo do culto à Siva. A primeira aparição do uso do "linga" vem do II
século a.C., e de lá para cá tem surgido um grande número de mitos para
tentar
explicar a sua origem. Muitas mulheres que não conseguem se engravidar costumam adorar o
"linga" passando sobre ele a mão e depois sobre sua barriga. Esperando assim
alcançar o favor de Siva e engravidar.
Nomes alternativos de Siva - Siva não é visto como tendo uma séria de
reencarnações, como Vishnu, contudo, aparece em muitas formas representando diferentes
aspectos da sua variedade de poder. Alguns mais comuns são:
* Chandrasekhara - a lua (chandra), simboliza o poder de criação e destruição.
* Mahadeva - a representação de Siva como o deus de supremo poder.
* Nataraja - o senhor da dança cósmica
* Rudra - o mais antigo protótipo de Siva.
* Virabhadra - segundo os hindus, Siva criou Virabhadra para se vingar do pai de
sua esposa "Sati", Daksha que tinha insultado Siva não o convidando para um
sacrifício especial. Sati atendeu a cerimônia contra a vontade de Siva, e quando ela
ouviu seu pai insultando Siva grosseiramente, ela cometeu suicídio pulando dentro do fogo
de sacrifício. Este ato deu origem ao termo "sati" (uma palavra que significa
uma boa ou virtuosa mulher) que era aplicado para o ato de auto-imolação de mulheres na
pira fúnebre (onde são queimados os corpos) de seus maridos. Registrado nos Vedas, a
auto-imolação da mulher na pira fúnebre de seu marido, provavelmente teve seu início
vários séculos a.C., prática esta hoje proibida pela Constituição.
* Ardhanarisvara (ou ardhabariscara)
- a forma masculina e feminina de Shiva.
Os cultos hinduístas. São realizados tanto em templos e congregações quanto podem
ser domésticos. A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja). A
palavra "Om", representa a vibração original, uma vibração que transcende o
início, o meio e o fim de todas as coisas, vinculando-se, desta maneira, à imagem da
própria divindade.
Literatura
O sânscrito foi a primeira de todas as
línguas da Índia, embora os indianos do sul afirmem que quando os arianos chegaram na
região da Índia já existiam os drávidas (habitantes nativos da Índia) e que já
falavam o tamil.
A literatura tem tido uma grande influência na religião, na
vida social e política do país. Antigamente a literatura era memorizada e recitada,
sendo por isso impossível datar com segurança a idade dos primeiros hinos sânscritos.
Eles estão registrados nos Vedas, o qual provavelmente foi finalizado por volta do VI
século a.C., mas alguns textos podem ser tão antigos quanto 1.300AC.
Os códigos sagrados do Hinduísmo são: os Vedas, consistindo em escrituras que
incluem canções, hinos, dizeres e ensinamentos; o Smriti, escrituras tradicionais que
incluem o Ramayana, o Mahabharata, e o Bhagavad-Gita.
Os Vedas. Os Vedas é uma coleção de 1.028 hinos, não sendo todos diretamente
religiosos. Sua principal função era prover ordens de adoração para os sacerdotes
responsáveis pelos sacrifícios que era de suma importância para a religião dos
Indo-Arianos. Dois textos suplementares que começaram a ser escritos por volta do
período que os Vedas estavam sendo finalizados, o Yajurveda e o Samaveda, serve com o
mesmo propósito. O quarto, o Atharvaveda é uma larga coleção de sortilégios mágicos.
Os Brahmanas. Central para a literatura védica foi a crença na importância do
sacrifício. Quase ao mesmo tempo, depois do ano 1.000 a.C. uma segunda categoria de
literatura védica, os Brahmanas, começa a tomar forma. O mais famosos e importante destes
foi os Upanishads, provavelmente escrito entre os séculos VII e V a.C..
Mahabharata. Os Brahmanas deram o nome para a religião surgida entre os séculos VIII
e VI a.C., Bramanismo, o então distante ancestral do hinduísmo. Dois textos deste
período permanecem como a mais conhecida e a mais largamente reverenciada composição
épica no Sul da Ásia, o Mahabharata e o Ramayana, conhecidos e amados pelos hindus em
todas cidades e vilas da Índia.
Os detalhes da grande batalha recontada em Mahabharata não são
claros. A tradição data o precisamente no ano 3.102 a.C., segundo eles, o início da
presente era, e também sugere que o autor do poema foi um sábio chamado Vyasa. Alguns
sugerem porém que a batalha aconteceu por volta de 800 a.C., em Kurukshetra (norte da
Índia). The Mahabharata foi provavelmente uma tentativa pela classe de guerreiros, os
Kshatriyas, de fundir as marcas da religião popular com as idéias do Bramanismo. A
versão original do Mahabharata tinha provavelmente cerca de 3.000
estrofes, mas agora
contém acima de 100.000 - oito vezes mais longo do que a "Iliad de Homero" e a
"Odisséia" postas juntas. O Mahabharata introduziu mais um novo deus, Krishna,
ao panteão hindu.
Ramayana. Muitos indianos pensam ser Valmiki o autor do segundo grande épico indiano,
o Ramayana, sem bem que muito pouco é conhecido a respeito de sua identidade. Como o
Mahabharata, sofreu diversos estágios de desenvolvimento antes de atingir sua versão
final de 48.000 linhas.
Bhagavad-Gita (Som do senhor). É uma seção que foi adicionada ao Mahabharata, e é
largamente o mais lido e reverenciado texto entre os hindus no Sul da Ásia, nos dias de
hoje.
Rituais Hindus
Rituais
são parte do modo de vida hindu. Desde o nascimento até a morte, hindus devem observar
várias cerimônias em ordem. Embora alguns destes rituais tenham ficado obsoletos, muitos
outros ainda são seguidos pelos milhões de hindus atualmente. Estes rituais são cheios
de simbolismo. Cada ritual é uma oração por prosperidade e decendência nesta vida e na
próxima.
A vaca é sagrada para os hindus. Eles adoram a como a
Mãe Divina, por isso comer carne de vaca para os hindus é uma ofensa. A vaca é a fonte
do sustento da vida - leite e também símbolo da fertilidade. Cada animal, em fato, está
associado com um deus: o elefante com Ganesh, a cobra com Vishnu, o touro com Siva ou
Shiva, o pavão com Murugan, o cisne com Brahma, etc. Esta associação de deuses com
animais é uma razão porque muitos hindus são vegetarianos.
A água é sagrada para os hindus. Muitos devotos hindus
sentem-se abençoados depois de um mergulho no rio, em particular no rio Ganges. Muitos
templos tem um lago ou tanque no pátio para banhos.
A visão hindu da vida e morte
Desde
que a reencarnação é uma principio do hinduísmo, para o hindu, a vida é um ciclo
infindável de começa onde eles terminaram. A morte para eles, é apenas um estágio
neste ciclo, tão inevitável quanto o nascimento. Portanto, para os hindus, a morte não
é o final, mas apenas a transferência da alma de um corpo para outro, como despir-se de
uma roupa velha e vestir uma nova.
Ser nascido como uma planta, inseto, animal ou ser humano, e se a
nova vida será feliz e próspera ou cheia de provas e tribulações, segundo eles,
depende da vida anterior. Os hindus acredita que uma nobre vida, com bons pensamentos,
palavras libertará a alma do ciclo de vida e morte e assegurará a libertação eterna,
chamada moksha. Os Budistas chamam isto de nirvana - atingindo o estado de nulidade.
Enquanto hindus realizam diversos ritos durante sua vida, cabendo
a seus parentes realizar os últimos ritos em seu favor. A falta na realização destes
ritos, segundo eles, levará a alma a vagar sem um lugar no próximo mundo. Apenas um
filho pode realizar os últimos ritos para seu pai, o que explica o favoritismo por filhos
homens.
O filho mais velho, geralmente, realizará os últimos ritos com
a ajuda do sacerdote hindu. O corpo sem vida é vestido com roupas novas, e levado para o
local da cremação, entre entonações do nome de deus. A pira fúnebre é acesa, o corpo
cremado e as cinzas são coletadas para no próximo dia serem lançadas no Rio Ganges.
Depois de treze dias de luto, tem-se uma ritual e uma festa, os quais sugerem um retorno a
normalidade.
Embora a cremação seja uma norma entre os hindus, crianças e
jovens tem em grande reverencia serem sepultados; também os muçulmanos e cristãos.
Vitimas de epidemias são geralmente jogados na água para, segundo eles
crêem, não
ofenderem os espíritos maus que atacaram as vitimas. |
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