| Jainismo
Como o budismo, o jainismo
começou como um movimento de reforma das crenças da religião bramanica no VI século
a.C.. Seu fundador era um grandemente reverenciando "santo" e ascético,
Vardhamma, que se tornou conhecido como Mahavir - grande herói. Mahavir nasceu na mesma
região, entre a Índia e o Nepal, como Buda, e apenas 50 km do norte de Patna (Bihar),
provavelmente no ano 599 a.C.. Ele era aproximadamente 35 anos mais velho que Buda. Sua
família, também real, era seguidora de um "santo" ascético, Parvanatha, que
conforme a tradição jainista viveu 200 anos anteriormente.
Diferente do budismo, o jainismo nunca propagou-se além da
Índia, mas tem sobrevivido continuamente dentro da moderna Índia, reivindicando serem
mais de quatro milhões de adeptos.
No decorrer de sua existência, a religião separou-se em duas
vertentes: a Svetambara, que segue os cânones das escrituras que contêm os sermões e
diálogos de Mahavira; e o Digambara, que acredita que os ensinamentos originais foram
perdidos, mas a mensagem original é preservada. Os textos sagrados do Jainismo são: os
Culika-sutras, que se dirigem à natureza da mente e do conhecimento; os Chedra-sutras,
que contêm as regras do ascetismo para os monges jainistas; o Ágama, texto
especificamente seguido pela vertente Svetambara, considerando este texto como uma
coleção de diálogos do próprio Mahavira. O sistema monástico regido por regras de
ascetismo caracteriza a organização jainista.
Crenças jainistas
Jainistas
(vem da palavra Jina, e literalmente quer dizer "descendentes dos
conquistadores") crêem que existem dois fundamentais princípios, vivos (jiva) e não
vivos (ajiva). A essência das crenças jainistas é que toda vida é sagrada, e que toda
entidade vivente, desde o menor inseto, tem em si uma alma indestrutível e imortal.
A crença jainista diz que a jornada espiritual da alma está
dividida em 14 estágios, movendo-se da escravidão e ignorância para a final
destruição de todo karma e a completa satisfação (na verdade - aniquilamento) da alma.
O objetivo é portanto, evitar a adição de um novo karma para a alma, o qual segundo
eles, vem principalmente através das paixões ou desejos e apego ao mundo. Sentir as
dores do mundo alegremente, contribui para a destruição do karma.
Jainistas também desenvolveram a visão de "ahimsa" -
freqüentemente traduzido por "não violência", mas o melhor talvez seja
"não fazer o mal". "Ahimsa" era o básico principal para os valores e
éticas jainistas, e códigos alternativos de prática foram desenvolvidos por seguidores
deste pensamento e por ascéticos.
Os cinco votos
Os cincos votos podem ser feitos por monges ou por pessoas leigas:
1. Não agredir qualquer ser vivente (jainistas devem
praticar rigoroso vegetarianismo - e eles crêem que alguns vegetais, tais como batata e
cebola, tem microscópicas almas);
2. Falar a verdade;
3. Não roubar;
4. Renunciar relações sexuais e praticar completa castidade;
5. Renunciar todas suas possessões - para a seita Digambara
inclui roupas.
Segundo os jainistas, o celibato é
necessário para combater os desejos físicos. Jainistas não consideram a maneira de
morrer extremamente importante. Embora o suicídio seja profundamente oposto, votos de
jejum para morrer voluntariamente (suicídio) podem ser considerados como
méritos ganhos
no próprio contexto, e é crido que Mahavir (fundador do jainismo) tenha morrido de fome,
usando esta prática, perto de Rajgir na moderna Bihar (norte da Índia). |
 |