| Sikhismo
A palavra "Sikh"
significa "disciplina". Não há uma hierarquização na organização clerical
da religião. Os cultos podem ser realizados nos templos ou em suas próprias casa, onde
hinos de louvor são cantados e orações matinais são feitas. A figura do guru
significa, para os sikhistas, o guia dos seguidores para sua libertação (Moksa). Os
sikhistas adotam como textos sagrados o Guru Grant Sahib e o Janam-Sakhis, ou
"Histórias da Vida", escrito 80 anos após a morte de Nanak, o fundador da
religião (cuja origem é remontada à Índia do século XV).
Crenças Sikhs
Do hinduísmo vieram a aceitação das
idéias do "sansara" - o ciclo de renascimentos e do "karma". Todavia,
o sikismo é claro nas suas crenças na unidade de deus, rejeitando idolatria e qualquer
adoração de objetos ou imagens. Possivelmente refletindo a influência das crenças
islâmicas, Guru Nanak também opôs-se ferozmente a discriminação com relação as
castas.
Alguns dos ensinamentos do Guru Nanak são próximos das idéias
do místico Benaras, Kabir, que acreditava numa mística união com deus. Guru Nanak
acreditava que deus é um, sem forma, eterno e além de qualquer descrição. Todavia, ele
também via deus como presente em todos lugares, visível para qualquer um que tinha
interesse em vê-lo e essencialmente cheio de graça e compaixão. Guru Nanak assegurava
que a salvação dependia da aceitação da natureza de deus. Se o homem reconhece-se a
verdadeira harmonia da ordem divina (hukam) e viesse para dentro desta harmonia ele seria
salvo. Todavia, Guru Nanak rejeitou a crença hindu, que dizia que tal harmonia poderia
ser alcançada por práticas ascéticas. Em seu lugar ele enfatizou três ações:
meditação om e a repetição do nome de deus (nam), doação ou caridade (dan) e
banhar-se (isnan).
Muitas das características agora associadas com o sikismo pode
ser atribuída ao Guru Gobind Singh. Em 15 de abril de 1699, ele iniciou a nova irmandade
chamada a "Khalsa" (significando "o puro", vindo da palavra persa
khales), o âmago interior do fiel, aceito pelo batismo (amrit). Os "cinco k"
datam deste período: kesh (não cortar o cabelo), kangha (pentear-se), kirpan (punhal ou
espada curta), kara (bracelete de aço) e kachh (brusco esbofetear - aqui no original
aparece uma expressão gramatical de difícil tradução). O mais importante é não
cortar o cabelo, adotado antes dos outros quatro. O punhal e o brusco esbofetear reflete a
influência militar, enquanto o bracelete de aço pode ser um forma de charme ou encanto.
Em adição aos obrigatórios "cinco k", o novo código
proibia fumar e relações sexuais com mulheres muçulmanas. Estes datas do século XVIII,
quando os sikhs estavam freqüentemente em conflito com os muçulmanos. Outros estritas
proibições incluem: idolatria, discriminação de castas, hipocrisia e peregrinação
para lugares sagrados hindus.
Adoração sikh
Muitas casas sikhs tem um quarto onde
os membros da casa tem sua meditação particular e recitação dos versos de meditação
do Guru Nanak, o Japji. Todavia, a partir do terceiro Guru, Amar Das, sikhs tem também
adorado como congregações em templos conhecidos como Gurudwaras (porta para o Guru). O
Templo de Ouro em Amritsar, construído pelo Guru Arjan Dev (o quinto Guru) no final do VI
século, é o mais antigo templo sikh. |
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